Brazil’s Amazon and Nuclear Energy: The Strategic Value of Risk Assessment

Expanding access to energy in remote regions is one of Brazil’s major contemporary strategic challenges. The growing energy demand, combined with the need for sustainable and low-carbon solutions, reinforces the interest in technological alternatives capable of providing energy in a safe, continuous manner and with minimal environmental impact. In this context, Small Modular Reactors (SMRs) — compact, modular nuclear reactors with higher levels of passive safety — are considered a viable alternative for energy supply [1], [2].

Within this scenario, hypothetical studies on the deployment of nuclear power plants in areas such as the Amazon gain strategic relevance. Simulating the operation of a nuclear plant, mapping the risks associated with each stage — from fuel production and transportation to plant operation and decommissioning — and proposing preventive measures tailored to the Amazonian context is not merely an academic exercise. It is, in fact, a technical and institutional rehearsal that anticipates challenges, structures solutions, and builds the public trust necessary for any project with high environmental and social impact.

These studies can be developed through an interdisciplinary approach, involving fields such as nuclear engineering, geography, logistics, public policy, and environmental sciences. Some practical proposals include:

a) Computational and geospatial simulations to assess risk scenarios in areas with varying degrees of environmental vulnerability and infrastructure limitations;

b) Adaptation of existing risk matrices, such as those developed for the Angra nuclear power plant, incorporating Amazon-specific variables: seasonality, road and river access, presence of traditional communities, and protected areas;

c) Participatory studies on risk perception, engaging local populations, Indigenous leaders, and public officials to evaluate acceptance and social concerns regarding the use of nuclear energy;

d) Modeling of emergency plans and reverse logistics tailored to remote contexts with limited immediate access to technical and human resources;

e) Simulations of hypothetical incidents focused on containment, mitigation, and risk communication — an essential step for strengthening institutional governance in the sector.

This line of research offers a platform for institutional innovation, as it anticipates the technical, logistical, regulatory, and social barriers that any concrete proposal will face. Furthermore, it promotes the best international practices in nuclear safety from a local and context-sensitive perspective.

Advocating for these studies does not mean calling for the immediate construction of a nuclear power plant in the Amazon. Rather, it reflects the need to prepare the country for strategic energy decisions. In times of climate change, energy geopolitics, and increasing pressure for sustainability, not knowing the possibilities and limits of this alternative is a greater risk than facing them with science and planning.

Normando Perazzo Barbosa Souto, M.Sc.

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.15373960

References
[1] IAEA. What are Small Modular Reactors (SMRs)? 2021. [Online; accessed 07-May-2025]. Disponível em: <https://www.iaea.org/newscenter/news/what-are-small-modular-reactors-smrs&gt;.

[2] BOARIN, S.; MANCINI, M.; RICOTTI, M.; LOCATELLI, G. Economics and financing of small modular reactors (smrs). In: INGERSOLL, D. T.; CARELLI, M. D. (Ed.). Handbook of Small Modular Nuclear Reactors (Second Edition). Second edition. Woodhead Publishing, 2021, (Woodhead Publishing Series in Energy). p. 241–278. ISBN 978-0-12-823916-2. Disponível em: <https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/ B9780128239162000102>.

A Amazônia Brasileira e a Energia Nuclear: O Valor Estratégico da Avaliação de Riscos

A expansão do acesso à energia em regiões remotas é um dos grandes desafios estratégicos do Brasil contemporâneo. O aumento da demanda energética, somado à necessidade de soluções sustentáveis e de baixo carbono, reforça o interesse por alternativas tecnológicas capazes de atender populações de forma segura, contínua e com menor impacto ambiental. Nesse contexto, os Small Modular Reactors (SMRs) — reatores nucleares de pequeno porte, modulares e com níveis mais elevados de segurança passiva — vêm sendo considerados como uma alternativa viável para o fornecimento de energia [1], [2].

É nesse contexto que os estudos hipotéticos de implantação de usinas nucleares em áreas como a Amazônia ganham relevância estratégica. Simular o funcionamento de uma usina nuclear, mapear os riscos associados a cada etapa — desde a produção e transporte do combustível até a operação e descomissionamento — e propor medidas preventivas adequadas ao contexto amazônico não é um exercício meramente acadêmico. É, na verdade, um ensaio técnico e institucional que antecipa problemas, estrutura soluções e constrói a confiança pública necessária para qualquer projeto de grande impacto ambiental e social.

Esses estudos podem ser desenvolvidos de forma interdisciplinar, envolvendo áreas como engenharia nuclear, geografia, logística, políticas públicas e ciências ambientais. Algumas propostas de aplicação prática incluem:

a) Simulações computacionais e geoespaciais para avaliar cenários de risco em áreas com diferentes graus de vulnerabilidade ambiental e de infraestrutura;

b) Adaptação de matrizes de risco existentes, como as desenvolvidas para a usina de Angra, incorporando variáveis amazônicas: sazonalidade, acesso viário e fluvial, presença de comunidades tradicionais, áreas de proteção ambiental;

c) Estudos participativos de percepção de risco, envolvendo populações locais, lideranças indígenas e agentes públicos para avaliar a aceitação e as preocupações sociais em relação ao uso de energia nuclear;

d) Modelagem de planos de emergência e logística reversa voltados para contextos remotos e com limitação de acesso imediato a recursos técnicos e humanos;

e) Simulações de incidentes hipotéticos com foco em contenção, mitigação e comunicação de riscos — etapa essencial para fortalecer a governança institucional do setor.

Essa linha de pesquisa oferece uma plataforma de inovação institucional, pois antecipa as barreiras técnicas, logísticas, regulatórias e sociais que qualquer proposta concreta enfrentará. Além disso, promove a internalização de boas práticas internacionais de segurança nuclear sob uma ótica local e contextualizada.

Defender a realização desses estudos não significa advogar por uma usina nuclear imediata na Amazônia, mas reconhecer a necessidade de preparar o país para decisões energéticas estratégicas. Em tempos de mudanças climáticas, geopolítica da energia e crescente pressão por sustentabilidade, não conhecer as possibilidades e limites dessa alternativa é um risco maior do que enfrentá-los com ciência e planejamento.

Normando Perazzo Barbosa Souto, M.Sc.

DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.15373960

Referências
[1] IAEA. What are Small Modular Reactors (SMRs)? 2021. [Online; accessed 07-May-2025]. Disponível em: <https://www.iaea.org/newscenter/news/what-are-small-modular-reactors-smrs&gt;.

[2] BOARIN, S.; MANCINI, M.; RICOTTI, M.; LOCATELLI, G. Economics and financing of small modular reactors (smrs). In: INGERSOLL, D. T.; CARELLI, M. D. (Ed.). Handbook of Small Modular Nuclear Reactors (Second Edition). Second edition. Woodhead Publishing, 2021, (Woodhead Publishing Series in Energy). p. 241–278. ISBN 978-0-12-823916-2. Disponível em: <https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/ B9780128239162000102>.

Citation

SOUTO, N. P. B. (2025). Brazil’s Amazon and Nuclear Energy: The Strategic Value of Risk Assessment. In Amazontech: Revista de Esutdos Interdisciplinares (Vol. 7, Número 2). DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.15373960

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