The recent study “Global soil pollution by toxic metals threatens agriculture and human health”, published in Science by researchers David R. Montgomery, Elisabeth H. van Straaten, and Elisabeth M. S. Smolders, revealed that between 14% and 17% of the world’s agricultural land — around 242 million hectares — is contaminated by toxic heavy metals such as cadmium, lead, arsenic, and nickel. These metals, originating from both natural sources and human activities like mining and industrialization, threaten agricultural productivity and food security.
In Brazil, critical areas include regions of intensive mining, such as the Iron Quadrangle in Minas Gerais, where iron ore waste and other heavy metals have caused severe environmental damage. There is also concern about agricultural zones using phosphate fertilizers contaminated with cadmium, especially in states like Mato Grosso and Goiás. Additionally, environmental disasters such as the dam collapses in Mariana and Brumadinho have contributed to the spread of toxic metals across vast areas of soil and watercourses, affecting local communities and ecosystems.
The contamination is also especially severe in regions of Asia, the Middle East, and Africa, where cadmium is the most common pollutant. Prolonged exposure to these heavy metals can lead to serious health issues, including skin lesions, neurological damage, organ failure, and cancer. It is estimated that between 900 million and 1.4 billion people live in areas at high risk of contamination. Furthermore, soil pollution affects biodiversity, reduces soil fertility, and compromises water quality, negatively impacting ecosystems and human health.
Poluição Tóxica do Solo: Uma Ameaça Global
O estudo recente “Global soil pollution by toxic metals threatens agriculture and human health”, publicado na revista Science, pelos pesquisadores David R. Montgomery, Elisabeth H. van Straaten e Elisabeth M. S. Smolders, revelou que entre 14% e 17% das terras agrícolas do mundo, cerca de 242 milhões de hectares, estão contaminadas por metais pesados tóxicos como cádmio, chumbo, arsênio e níquel. Esses metais, provenientes tanto de fontes naturais quanto de atividades humanas como mineração e industrialização, comprometem a produtividade agrícola e a segurança alimentar [1].
No Brasil, áreas críticas incluem regiões de mineração intensiva, como o quadrilátero ferrífero em Minas Gerais, onde resíduos de minério de ferro e outros metais pesados têm causado impactos ambientais severos. Também há preocupação com áreas agrícolas que utilizam fertilizantes fosfatados contaminados com cádmio, principalmente em estados como Mato Grosso e Goiás. Além disso, acidentes ambientais como o rompimento de barragens, como os de Mariana e Brumadinho, contribuíram para a disseminação de metais tóxicos em grandes extensões de solo e cursos d’água, afetando comunidades e ecossistemas locais.
A contaminação também é especialmente grave em regiões da Ásia, Oriente Médio e África, onde o cádmio é o poluente mais comum. A exposição prolongada a esses metais pesados pode causar sérios problemas de saúde, incluindo lesões na pele, danos neurológicos, falência de órgãos e câncer. Estima-se que entre 900 milhões e 1,4 bilhão de pessoas vivam em áreas de alto risco de contaminação. Além disso, a poluição do solo afeta a biodiversidade, reduz a fertilidade do solo e compromete a qualidade da água, impactando negativamente os ecossistemas e a saúde humana.
Contaminación Tóxica del Suelo: Una Amenaza Global
El estudio reciente “Global soil pollution by toxic metals threatens agriculture and human health”, publicado en la revista Science por los investigadores David R. Montgomery, Elisabeth H. van Straaten y Elisabeth M. S. Smolders, reveló que entre el 14 % y el 17 % de las tierras agrícolas del mundo —aproximadamente 242 millones de hectáreas— están contaminadas con metales pesados tóxicos como cadmio, plomo, arsénico y níquel. Estos metales, de origen tanto natural como derivado de actividades humanas como la minería y la industrialización, comprometen la productividad agrícola y la seguridad alimentaria [1].
En Brasil, las zonas críticas incluyen regiones de minería intensiva, como el cuadrilátero ferrífero en Minas Gerais, donde los residuos de mineral de hierro y otros metales pesados han causado graves impactos ambientales. También preocupa el uso de fertilizantes fosfatados contaminados con cadmio en áreas agrícolas, especialmente en estados como Mato Grosso y Goiás. Además, accidentes medioambientales como el colapso de presas, por ejemplo los de Mariana y Brumadinho, han contribuido a la dispersión de metales tóxicos en extensas áreas de suelo y cursos de agua, afectando a las comunidades y ecosistemas locales.
La contaminación es especialmente grave en regiones de Asia, Oriente Medio y África, donde el cadmio es el contaminante más frecuente. La exposición prolongada a estos metales pesados puede causar serios problemas de salud, incluidos daños en la piel, trastornos neurológicos, fallos orgánicos y cáncer. Se estima que entre 900 millones y 1 400 millones de personas viven en zonas de alto riesgo de contaminación. Además, la polución del suelo afecta la biodiversidad, reduce la fertilidad del suelo y compromete la calidad del agua, impactando negativamente los ecosistemas y la salud humana.






